terça-feira, 14 de abril de 2020

|Diário de bordo| Chapada Diamantina, o paraíso das trilhas e trekkins. Um lugar que leva aos amantes de aventuras à promessa do retorno



Localizada na Bahia, a Chapada Diamantina é facilmente considerada pelos apaixonados pela natureza, trilhas e trekkins, como eu, um dos mais lindos lugares do Brasil. Entre suas atrações, a diversidade de piscinas naturais, cavernas, grutas, rios, cânions e cachoeiras espetaculares.

A região ocupa uma grande área do interior do estado da Bahia. São 38 mil km² cobertos por belezas naturais, entre elas o Parque Nacional da Chapada Diamantina. A principal porta de entrada para quem pretende visitar a região é a cidade de Lençóis, onde ficamos, distante 430 km da capital Salvador. Além de Lençóis, outras cidades e vilas também atraem muitos turistas como Mucugê, Vale do Capão e Igatu.

Ônibus (ou microônibus) é a maneira mais econômica de viajar para quem não está de carro. E foi assim que partimos rumo a Lençóis na noite da sexta-feira (21) do feriadão de carnaval, em um microônibus. Fui com uma amiga de infância (@leonice.emilia), e um grupo de uma agência de viagens. 

Lençóis é o portal da Chapada Diamantina, graças à sua infraestrutura hoteleira, com mais de dois mil leitos e restaurantes de alto nível.Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a cidadela vem ganhando ares cosmopolitas, com residentes dos quatro cantos do mundo. Nossa viagem durou cerca de 14 horas, com três paradas durante a noite. 

Assim que chegamos e nos organizamos na pousada Brilho da Chapada, partimos para nossas primeiras aventuras: Mucugezinho e Poço do Diabo. É possível conhecer os dois atrativos no mesmo passeio. De fácil acesso, é uma opção de passeio para todas as idades!

Para chegar ao Rio Mucugezinho são, apenas, 5 minutos de caminhada leve. O local é agradável e ótimo para nadar, muita sombra, água rasa para as crianças pequenas e até um espaço para churrasco.

O rio dá origem a diversos poços, entre eles, o do Diabo, com 20 metros de queda d’água e 6 metros de profundidade. O local é apropriado para nadar, praticar tirolesa e rapel, entretanto não tem salva-vidas, daí é importante saber nadar para entrar. Alguns corajosos se aventuram pulando de diversas alturas a partir do paredão de pedra que rodeia o poço. São necessários apenas 15 minutos de caminhada fácil para mergulhar no poço, que termina em um cânion estreito. 

Diz a lenda que seu nome se deve a uma história antiga que aconteceu no local. Havia muito garimpo na região e, um dia, alguns escravos negros, tentaram fugir com algumas peças de diamante encontradas, porém, ao serem descobertos, foram afogados no poço. Os guias contam que aparecem até alguns fantasmas lá, vez ou outra.







O segundo dia iniciou com a Cachoeira do Mosquito, uma das mais lindas e acessíveis de toda a Chapada Diamantina. Localizada a 40 km de Lençóis, a cachoeira se mostra grandiosa em meio ao verde natureza. Uma paradinha no mirante da estrada dá ideia da dimensão do lugar. O visual é maravilhoso! 

Com uma bela queda d’água em meio a grandiosos paredões rochosos, o nome da cachoeira remonta ao tempo em que eram encontrados pequenos diamantes no solo, chamados de mosquitos pelos garimpeiros. O acesso à Cachoeira do Mosquito começa em trajeto de carro. Uma boa parte da estrada é asfaltada. Ao chegar na entrada da propriedade particular onde está a cachoeira — Complexo Turístico Fazenda Santo Antônio —, funciona um restaurante de comida regional, onde almoçamos. A partir desse ponto, a estrada é de terra batida. Ao final, um estacionamento marca o início da trilha. 

A trilha é quase toda uma longa escadaria. Com um pouco de fôlego, será fácil ultrapassar os degraus e chegar à beira da queda d'água, que tem 70 m de altura. A descida não demora mais que vinte minutos.








Na tarde do mesmo dia, após almoçarmos, visitamos o Parque Municipal do Serrano, que fica dentro de Lençóis, a 15 minutos do centro. Quem passa por Lençóis não pode perder a oportunidade de visitá-lo e se refrescar em suas águas. É um pequeno circuito de 4,5 km, para passar uma manhã ou uma tarde.

O primeiro atrativo do parque são suas piscinas naturais, também conhecidas como Caldeirões. No passado este lugar serviu como local de garimpagem e foi onde descobriram o primeiro diamante da Chapada Diamantina.

Continuamos seguindo o caminho indicado pelo guia e passamos pelos Salões de Areias Coloridas. Rochas gigantescas que formam túneis e cavernas com pedras e arenitos em decomposição. Os Salões têm este visual e as diferentes tonalidades de areia espalhadas no chão dão o nome a este ponto turístico da Chapada Diamantina. A areia apresenta diversas cores: rosa, branca, vermelha, verde, amarela e lilás.

Localizado onde ficam as piscinas naturais do Serrano, a cerca de 500 metros de distância, o Salão de Areias Coloridas permite que o visitante caminhe sob as cavernas. O local também já serviu de cenário para gravação de filmes e antigamente os artesãos da região utilizavam as areias coloridas para colocar dentro de garrafinhas e assim compor lindas lembranças. Agora a extração da areia não é mais permitida e a única lembrança que o turista pode levar são fotos.


O terceiro dia de Chapada foi em Pratinha. Eleita a terceira água mais cristalina do mundo, a Fazenda Pratinha é um verdadeiro paraíso aquático com piscinas naturais. Não por acaso recebeu o título de "Oásis do Sertão". O passeio inclui tanto a Gruta Azul quanto a Gruta da Pratinha. Quem visita o local pode aproveitar as duas atrações de uma só vez e por lá curtir o dia todo! 

Propriedade particular no município de Iraquara, a Fazenda Pratinha merece várias fotos e, claro, um bom banho! Distante 73 km de Lençóis, o lugar oferece boa infraestrutura, restaurante, banheiros e várias atividades para manter os trilheiros ocupados. Dá até para contratar um fotógrafo e fazer um ensaio sob as águas azuis do Rio Pratinha.

A visita à Gruta Azul é bem rapidinha e o local é aberto apenas para observação. Não é permitida a circulação de turistas dentro da gruta e nem mesmo o banho. Por lá, o objetivo é fazer lindas fotos e tentar captar o coração formado pela luz do sol na água. Coisa linda de ver! A recomendação é aproveitar a pedra estrategicamente posicionada de frente para a água e registrar o espetáculo da natureza.

Para curtir o passeio mais intensamente, a pedida é fazer a flutuação pelo Rio Pratinha, passando por dentro da gruta. A flutuação tem duração de meia hora e ao final é dado um tempo extra aos visitantes para que possam fazer fotos na água azul que toma conta do lugar. Quem não desejar fazer a flutuação poderá investir em um mergulho do outro lado do rio, experimentar um “voo" na tirolesa ou se divertir nos caiaques e pedalinhos. Um ótimo lugar pra relaxar sem pressa!



Nosso último dia foi em Ribeirão do Meio. O conjunto de quedas d’água do Rio Ribeirão, bem pertinho do centro de Lençóis, é uma boa pedida para quem deseja fazer uma trilha que não exija muito esforço. 

Localizados a apenas 3,5 km de Lençóis, o Ribeirão do Meio e o Ribeirão de Cima são as duas principais atrações do local. O banho vale nos dois, sendo que o Ribeirão de Cima tem poços menores (alguns que formam deliciosas hidromassagens) e é muito mais tranquilo, enquanto o Ribeirão do Meio tem mais gente, um grande poço para banho e ainda uma pedra em forma de tobogã que diverte os visitantes. 

A trilha que leva até o Ribeirão do Meio e o Ribeirão de Cima tem nível leve de dificuldade e pode ser uma boa opção de passeio para meio dia.



Serviço
Pousada Brilho da Chapada
Fone:  (75) 3334-1343

Agência de turismo Teflex viagens 
Fone: (82) 9 9402-3416 | 9 9947-0600

Contato: 
Rafael @tflexviagens

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

|Bastidores da notícia| Da tragédia de um acidente grave à vida corrida de um atleta paraolímpico


André ao visitar o hospital decorridos anos do acidente


Conheci o André anos após o acidente que o fez perder a perna e braço esquerdos. Ele já era um atleta! De sorriso fácil e com uma disposição contagiante me contava sobre o dia que mudou sua vida completamente. Eu, a jornalista responsável por contar sua história através de um texto, apenas o escutava e admirava-o profundamente. Acredito que, de alguma forma, ele me despertou para o que ainda poderia fazer para cuidar de mim e da minha saúde através da atividade física.

André completava seus 29 anos, estava feliz! Ao sair de uma festinha com amigos da faculdade envolve-se no acidente. Estava de moto e tinha ingerido bebida alcoólica. A mistura de velocidade e álcool levou-o a colidir com um carro. Seu braço ficou dilacerado e a perna foi levada ao hospital dentro de um saco plástico. Aos profissionais restava manter a vida dele porque os membros não tinham mais como ser recuperados.

O acidente que envolveu o motociclista e um motorista completamente embriagado em um automóvel desgovernado, aconteceu no bairro Santa Amélia. O choque dos dois arrastou o corpo de André por mais de 40 metros.

Após longo período de recuperação, entre hospitais e cirurgias, a determinação, força e atitude de André após o acidente, transformaram uma vida que poderia ser fadada à culpa e invalidez em exemplo de coragem e garra.

Ele passou a ajudar outras pessoas, participando de palestras, abandonou o álcool completamente e transformou-se em atleta respeitado. Em 2016 foi considerado o terceiro melhor nadador do estilo borboleta do Brasil, único com essa deficiência a fazer 5 km de natação no mar. E continua por aí, Brasil afora, participando de competições e levando à admiração  jornalistas como eu ao contar sua história.

Números relevantes

O trauma é a primeira causa de óbito no mundo nas últimas quatro décadas, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No HGE, mais de 45 mil usuários dão entrada anualmente vítimas de algum trauma, sendo mais de 9 mil de origem no trânsito.


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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

|Divulgando| Grupo de corredores organiza evento solidário


Qualquer pessoa pode participar do evento que acontecerá no penúltimo domingo do mês (22), nas falésias de Jequiá da Praia, com um total de 7,5 km de percurso


O amor pela aventura, corrida e trilhas não basta para eles. A equipe No Limite, que, mensalmente, organiza eventos de trailrun em Alagoas prepara para o dia 22 de setembro algo diferente, os participantes do grupo e interessados nos eventos do esporte auxiliarão o projeto Casa da Árvore e a pequena Cecília Ferreira, que tem microcefalia.

De acordo com Ruan Aureliano, organizador dos eventos há quase dois anos, a intenção é unir o amor pelo esporte com a solidariedade e auxílio ao próximo. “Percebemos que podemos fazer mais além de treinar um grupo de pessoas, despertar para a beleza da natureza ou fazer novas amizades. É possível usar o que tanto gostamos ajudando outros, alegrando crianças, levando felicidade e auxílio”, comentou.

O projeto Casa da Árvore, criado em 2018, acolhe e alfabetiza crianças, introduzindo cultura, música e trabalhos manuais. Cecília Ferreira tem três anos, não anda. A intenção é comprar uma cadeira de rodas para auxiliar a locomoção da criança.

Ruan Aureliano, explicou que qualquer pessoa pode participar do evento que acontecerá no penúltimo domingo do mês (22), nas falésias de Jequiá da Praia, serão 7,5 km de percurso. Os interessados deverão contribuir com 1kg de alimento não perecível e um brinquedo, que pode ser usado, em boas condições de uso. A inscrição é de 20 reais, com o acréscimo de 25 reais para os que preferirem ir no transporte fretado pela equipe.

Está incluso no valor, a entrada no Espaço Honorato (banho de piscina), mesa de frutas, água e medalhas para todos os participantes. O percurso é todo sinalizado e a equipe conta com a presença de um bombeiro civil. Mais informações podem ser adquiridas através do telefone 98845 4288.

Trail run – Também conhecido como corrida de montanha, o trail run vem seduzindo os apaixonados por corridas de rua, trilhas, trekkins e caminhadas. Isso deve-se as paisagens de surpreender durante o percurso, a interação com a natureza e a solidariedade entre os participantes nos trechos sinuosos. Os eventos podem acontecer em bosques, montanhas, praias ou dunas.

“Em uma só prova de trail run, é possível se deparar com os mais variados cenários e com a possibilidade de modificações bruscas do clima durante o percurso. A falta de pressa nestes eventos é reflexo, em primeiro lugar, da corrida em trechos de solo irregular e repletos de adversidades. Pedras, árvores, galhos e terrenos nada firmes impedem que a velocidade que o corredor desenvolve em parques ou corridas de rua seja reproduzida nas trilhas”, comentou  Ruan Aureliano.

Segundo ele, quadris, costas, joelhos, tornozelos e posteriores da coxa são as partes mais exigidas para quem passa horas a fio se exercitando entre galhos e pedras. “Com a diversidade de terrenos, sai de cena o manual da pisada correta que rege o posicionamento impecável dos corredores de rua e entram em jogo mais grupos musculares e um outro padrão motor”.