quinta-feira, 3 de outubro de 2019

|Bastidores da notícia| Da tragédia de um acidente grave à vida corrida de um atleta paraolímpico


André ao visitar o hospital decorridos anos do acidente


Conheci o André anos após o acidente que o fez perder a perna e braço esquerdos. Ele já era um atleta! De sorriso fácil e com uma disposição contagiante me contava sobre o dia que mudou sua vida completamente. Eu, a jornalista responsável por contar sua história através de um texto, apenas o escutava e admirava-o profundamente. Acredito que, de alguma forma, ele me despertou para o que ainda poderia fazer para cuidar de mim e da minha saúde através da atividade física.

André completava seus 29 anos, estava feliz! Ao sair de uma festinha com amigos da faculdade envolve-se no acidente. Estava de moto e tinha ingerido bebida alcoólica. A mistura de velocidade e álcool levou-o a colidir com um carro. Seu braço ficou dilacerado e a perna foi levada ao hospital dentro de um saco plástico. Aos profissionais restava manter a vida dele porque os membros não tinham mais como ser recuperados.

O acidente que envolveu o motociclista e um motorista completamente embriagado em um automóvel desgovernado, aconteceu no bairro Santa Amélia. O choque dos dois arrastou o corpo de André por mais de 40 metros.

Após longo período de recuperação, entre hospitais e cirurgias, a determinação, força e atitude de André após o acidente, transformaram uma vida que poderia ser fadada à culpa e invalidez em exemplo de coragem e garra.

Ele passou a ajudar outras pessoas, participando de palestras, abandonou o álcool completamente e transformou-se em atleta respeitado. Em 2016 foi considerado o terceiro melhor nadador do estilo borboleta do Brasil, único com essa deficiência a fazer 5 km de natação no mar. E continua por aí, Brasil afora, participando de competições e levando à admiração  jornalistas como eu ao contar sua história.

Números relevantes

O trauma é a primeira causa de óbito no mundo nas últimas quatro décadas, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No HGE, mais de 45 mil usuários dão entrada anualmente vítimas de algum trauma, sendo mais de 9 mil de origem no trânsito.


Leia mais em: