sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Relato de parto. Minha experiência frente a chegada de um novo ser

Segunda-feira, 27 de maio, 6h30 min, acordo com uma certa indisposição, cólicas e diarréia. É meu penúltimo dia no trabalho antes de me afastar para aguardar a chegada da pequena Sophia Victoria, prevista para o dia 14 de junho. Em meus pensamentos analiso a possibilidade de entrar em trabalho de parto antes do esperado e  cogito ausentar-me do hospital. A lembrança de minha irmã Gil contando sobre suas gestações... o parto antecipado, a diarréia antes da vinda de minha sobrinha estava vívida em mim.

7h00 - Decido ir trabalhar, mas, com algumas cautelas! Uma das tarefas da manhã seria assessorar a diretora do hospital em uma entrevista numa emissora de tv local. Uma amiga fez a assessoria... Passo a manhã escutando os colegas dizerem que sairia da labuta direto para a maternidade. Não aconteceu!

14h00 - Em casa, ainda meio indisposta, deito e descanso a tarde inteira. A noite já me sinto bem! No dia seguinte teria uma consulta com o obstetra e tiraria qualquer preocupação da cabeça!..

Terça-feira, 28 de maio, 12h30, marido passa no hospital para levar-me até a consulta com o dr. Antonio Sérgio de Lima, o 'dr. Maravilha', obstetra excelente que nos acompanhou durante toda a gestação após uma avaliação criteriosa feita antes da gravidez. Procurava um médico que incentivasse o parto normal, realizado sem intervenção cirúrgica e o mais natural possível.

Neste dia, acordei bem, sem cólicas e diarréia; também não sentia indisposição alguma! No trabalho, o dia foi de despedidas. A partir de então só voltaria ao hospital após a licença maternidade...

A consulta transcorre da melhor forma possível, 'dr. Maravilha' explica todos os passos do parto normal e orienta sobre o momento ideal para ir até a maternidade! Segundo ele, ainda teríamos pelo menos uma consulta antes da vinda da princesa. Fico despreocupada! Até demais...

Quarta-feira, 29 de maio, 8h, acordo decidida a fazer uma arrumação no apartamento. Claro que não seria uma faxina, óbvio! Até porque sabia bem os limites de uma grávida. Mas, precisava preparar o 'doce lar' para a chegada da filhota e visitas que viriam em decorrencia disto. Arrumar as coisinhas dela era essencial para mim visto que, o trabalho, a correria e os horários meus e do marido tinham atrasado os preparativos. Agora, com mais tempo, queria finalizar tudo! No íntimo sentia que devia apressar mesmo porque o parto estava a se aproximar... mas jamais imaginei que o momento tão esperado durante a gestação estava bem diante de mim!

15h. Interrompo os afazeres dométicos para ir a uma consulta com a nutricionista, a última antes da chegada de Sophia! Tudo transcorre da melhor forma possível, a ida dirigindo até o consultório, a espera, a consulta, as últimas orientações e a despedida. Durante a gestação sempre fui muito bem orientada com respeito a alimentação. Além de irmã nutricionista, decidi seguir um cardápio pré estabelecido. A escolha por Karine Lima se deu através do plano de saúde mesmo, mas foi programada por Deus, muito antes de por mim! Ela, sempre solícita, tinha uma bebê de seis meses que tinha nascido através das mãos do dr. Antonio Sérgio. Além de me falar maravilhas a respeito do meu obstetra, orientava-me de forma clara e muito humana.

18h. No caminho para casa, trânsito a pino, sinto uma vontade tremenda de urinar. Consigo controlar até o estacionamento do condomínio, mas, ao sair do carro a urina escorre deliberadamente pelas minhas pernas. Sempre escutei falar que gestantes, geralmente, 'fazem xixi nas calças', mas, nunca tinha ocorrido comigo, até então! Penso: "Pelo menos não tenho público algum por aqui...". Ao entrar no apartamento, corro, com roupa e tudo, direto para o chuveiro. Noto que a urina não está amarelada e sim avermelhada... pequenas gotas de sangue descem pelas minhas pernas. Também percebo um líquido mais viscoso, seria o tampão mucoso?! Decido que, após o banho, ficaria deitada à espera do marido que retornava do trabalho. Até porque percebi que o líquído avermelhado continuava descendo quando estava em pé.

20h00. Após conversa com marido e análise dos sintomas de início de parto citados pelo médico em consulta, levanto da cama e retorno a arrumação que não tinha finalizado antes de ir à consulta. Eu não sentia cólicas e o líquido havia cessado. Estávamos há 15 dias da data prevista para o parto, e, apesar do esposo sentir e até pedir para a pequena vir logo, eu imaginava, sinceramente, que ainda teríamos alguns dias... poucos... mas alguns!

20h30. Inicia uma pequena cólica. Depois outra... outra... e, mais outra. 

22h. As cólicas não cessam, muito pelo contrário, intensificam-se. Percebo que algo começa a acontecer no meu corpo... entro em contato com o dr. Antonio que me indica repouso e buscopan. Tomo e vou para a cama. Procuro ler, tentar me distrair. Durante a gestação, em momentos raros, senti uma certa indiposição, com pequenas cólicas que, após um bom repouso e a ingestão da medicação, o organismo retornava a normalidade. Uma parte de mim acredita que estaria acontecendo a mesma coisa, a outra me alerta a ficar atenta, o trabalho de parto pode estar a se iniciar!.. Ou já ter iniciado!! 

22h30. A intensidade das dores aumentam e percebo que começam a ficar compassadas. Marido marca a duração: 45 segundos, às vezes 50, de contração de 7 em 7 minutos. Começo a me dar conta que Sophia está nascendo!  Dr. Antonio Sérgio nos orientou, na última consulta, a procurá-lo quando a contração tivesse duração de 30 segundos a cada 5 minutos.

23h30. Começo a sentir necessidade de ir ao banheiro todo o tempo. A dor está bem mais forte e o intervalo que tenho entre uma e outra contração parece não existir porque meu corpo não consegue o restabelecimento completo, mal consigo falar! 

00h. Surge uma vontade incontrolável de fazer força... percebo mais sangue saindo na urina... agora 'vivo'! Minha filha vai nascer, agora é fato! Preciso ir logo a um hospital!!!! - A sensação era que se demorasse ela nasceria ali, no banheiro do nosso apartamento -.

00h30. Saímos de casa rumo ao hospital. No mesmo instante, nosso obstetra, já avisado do fato, também sai de um plantão em outro hospital para nos atender! Por um momento tive receio de não conseguir chegar a maternidade, a sensação era de que a cabeça do bebê estava bem próxima da saída do meu corpo...

 
00h45. Chego ao hospital. Marido me leva de CADEIRA DE RODAS até a emergência, mal consigo andar. Assim que dr. Antonio chega pede-me para ir com ele CAMINHANDO até um consultório, digo que não consigo. Ele afirma: 'Claro que consegue!'. Vou. No consultório, dr. Maravilha constata que a bolsa já havia estourado (o 'xixi' que não controlei ao chegar da consulta com a nutricionista...) e a filhota estava para nascer. Faltavam poucos minutos! Dr. Antonio, gentilmente, leva-me, CAMINHANDO, até a sala de parto e, em conjunto com a equipe me prepara para o parto!

1h15. Nasce Sophia, nossa linda menina! Um parto normal, rápido e praticamente sem dor... Digo isto porque imaginava que, após as contrações, sentiria algo terrível, insuportável. Tanto que, antes da gravidez não queria jamais ter meus filhos de forma natural. Preferia a cirurgia 'indolor' que vivenciar algo 'tão sofredor'. Foi engravidar e, imediatamente, pensar diferente. Os filhos nos transformam a partir da concepção!

Após o nascimento de Sophia, brinquei com a equipe e Ítalo, meu marido, dizendo que já me sentia preparada para o próximo filho e escutei da equipe hospitalar que eu era uma 'boa parideira'! O que sei é que ter minha filha nos braços, sentir sua mãozinha a tocar a minha, olhar seus olhinhos foi o momento mais incrível da minha vida! Claro, senti-me mãe desde o positivo do exame, mas, posso garantir que, aquele momento registrou o encontro de três pessoas unidas por um amor inigualável, único... um encontro que jamais sairá das nossas mentes... nem dos nossos corações!


quinta-feira, 11 de julho de 2013

|'Diário' de uma gestante| Terceiro trimestre, um misto de saudades e insegurança

Divulgação
Olá, pessoal! Eu tinha que escrever a última parte do 'Diário' de uma Gestante e finalizar os textos sobre a gravidez com o relato do parto. Pois bem, terminarei a sessão hoje, escrevendo um pouco sobre o terceiro trimestre e, no próximo post farei meu relado de parto o mais detalhado possível, visto que estou sendo muito cobrada para isto (risos).

Vamos iniciar? O terceiro trimestre gestacional geralmente é o mais cansativo devido ao tamanho da barriga. Paralelo a isto, é o que a mulher sente-se mais nostálgica. Afinal é a despedida da barriga, companheira de nove meses.

É nessa época que se acentua o chamado "andar de pato" da grávida, resultado da postura que precisa manter por causa do peso da barriga. Até hoje não sei se fiquei com ele! Ou os amigos acharam por bem não comentar nada comigo ou fui uma gestante diferenciada (risos).

O período ainda é bom para freqüentar os cursos de gestantes, onde, além de informações sobre os primeiros cuidados com o bebê, a mãe estreante poderá dividir com outras mulheres os seus medos e dúvidas em relação ao ritual que envolve o nascimento. Essa troca de "figurinhas" é uma boa maneira de lidar com a ansiedade e as angústias comuns do momento. Eu amei!!!

Para muitas gestantes, o terceiro trimestre de espera passa lento e as últimas semanas podem se arrastar por meses no calendário esgotado da grávida. O feto está pronto para nascer e as consultas tornam-se semanais. Nelas são realizados os últimos exames para verificar, por exemplo, a oxigenação do bebê, o grau de atividade uterina, a reação do bebê a contrações, se o coração está batendo dentro da normalidade para a fase, se há perda de líquido, sangramentos, falta de movimento do bebê, aumento de peso brusco, hipertensão, etc. E, sabendo que está tudo certo, a gestante se sente mais tranqüila e pronta para a hora do parto.


Algumas mulheres ficam receosas com a dor, se for normal, ou com a anestesia, se for cesária. Não vou negar que me preocupei com o tamanho e duração desta dor, cheguei até a conversar com a pequena para ser delicada e doce com a mamãezinha dela na hora H como o foi durante todo o parto. Não posso garantir que ela me ouviu, mas, meu parto foi rápido e a dor bem suportável.

Com respeito aos exercícios físicos, eles podem ser realizados até o final do período gestacional, contanto que a gestante seja acompanhada por um especialista. A mulher grávida deve diminuir a intensidade do trabalho físico, mas manter os exercícios para estimular a parte respiratória e circulatória, compensando a postura e aliviando os inchaços.

O bebê cresce e suga as reservas de cálcio e vitaminas da mãe. O ideal é que ela tenha um acompanhamento nutricional desde o início da gravidez para avaliar se está acima do peso, que só deve aumentar o necessário para saúde do bebê e dela, e ingerir vitaminas e proteínas nas doses certa.

Por fim, a maior expectativa é com relação ao parto. Mas, cá entre nós, ficar ansiosa é coisa de antigamente! Como dizem por aí, a gestante deve 'deixar rolar', principalmente se estiver esperando um parto normal e o mais natural possível. 'Curtir' cada segundo dos últimos dias barriguda! Uma mãe que foi bem atendida durante a gravidez vai para o parto otimista. Afinal, este é um momento de alegria infinda e o mais importante na vida de uma mulher! 

Bolsa Família, benefício para pobres ou garantia política em eleições?!



Não concordo com os programas assistencias dos recentes governantes. Recentemente, marido mostrou algo interessante que viu em uma rede social sobre o assunto, algo que concordo plenamente: o uso do bolsa família como voto de cabresto. É isto mesmo! Afinal, o voto de cabresto nada mais é que uma forma de controlar o resultado de uma eleição através do poder político, abuso de autoridade, compra de votos ou utilização da máquina pública. E é um mecanismo muito utilizado pelos governantes com os mais pobres, sendo uma característica do coronelismo.

Sinceramente, a corrente que diz que o sistema do coronelismo ainda rege muitos dos votos em nosso país tem total razão também para mim. Só que, atualmente, o "coronel" garante recursos para conseguir seus objetivos políticos não mais com violência e um destes recursos intitula-se programa social: eu te dou um trocado porque você é pobre ou"extremamente" pobre e merece ser  "incluído", ter a garantia de renda e acesso aos serviços públicos.

Claro, claro, os votos fantasmas, fraudes eleitorais e violência que caracterizam o "sistema" do coronelismo ainda existem, óbvio! Mas, a corrente das "bolsas", solidificou a hipocrisia e fez o povo que, agora não mais está "deitado em berço esplendido" (bendito aumento de passagem!), de otário, correndo atrás de uns trocados e acreditando que é um benefício e tanto de um governo humano e solidário com sua situação.

Acorda Brasil, também nisto! Esses programas assistenciais nada mais são que troca de favores, "eu te dou uma graninha e tu votas em mim quando eu precisar (afinal, o programa não pode acabar, não é?)", uma compra de votos com nome solidário: Bolsa família.


O programa do governo atende mais de 13 milhões de famílias em todo território nacional de acordo com o perfil e tipos de benefícios: o básico, o variável, o variável vinculado ao adolescente (BVJ), o variável gestante (BVG) e o variável nutriz (BVN) e o Benefício para Superação da Extrema Pobreza na Primeira Infância (BSP).

Os valores dos benefícios pagos pelo PBF variam de acordo com as características de cada família - considerando a renda mensal da família por pessoa, o número de crianças e adolescentes de até 17 anos, de gestantes, nutrizes e de componentes da família.

Li certa vez uma frase de Lao-Tsé, importante filósofo da China antiga, que jamais esqueci. Ela diz o seguinte "Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo toda a vida". Bolsa família, assim como as tão conhecidas "cotas" para entrada em faculdades e universidades, abre um leque de discussões. O que sei e posso afirmar por experiência própria é que qualquer um pode entrar numa boa faculdade com as mesmas possibilidades se dedicar-se para tanto.

Um bom emprego, um salário digno é possível para aqueles que se esforçam! Com dedicação e estudo sonhos, aparentemente, impossíveis tornam-se realizáveis. Ao governo cabe melhorar a educação, com escolas públicas capazes de formar bons cidadãos, a saúde, com profissionais qualificados e satisfeitos com seus salários e a segurança, tão ausente na sociedade atual.

Não basta dá o peixe... ensine a pescar! Nada vale para o futuro do país esses programas assistenciais medíocres; importa sim a saúde, educação e segurança da população. Isto sim, vale a pena! 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

|'Diário' de uma gestante| Segundo trimestre, da tranquilidade às famigeradas compras

Olha eu aqui, vamos conversar sobre o segundo trimestre?! A barriga já é uma realidade e o trimestre inicia com emoções fortes, que incluem a descoberta do sexo e os primeiros movimentos do bebê percebidos pela mamãe! É o período mais estável da gravidez, o mais tranquilo, a mulher se sente mais disposta e o mal-estar desaparece. 

Talvez por conta disto, a maioria das gestantes, veem este período como o ideal para iniciar as compras do enxoval do bebê... também foi o meu caso! É hora de organizar a casa, o quarto do bebê, pesquisar a maternidade e, claro, continuar cuidando da sua saúde e do rebento.

O retorno as atividades físicas moderadas também acontece neste trimestre. Para a mamãe que vos escreve, uma pedalada na bike ergométrica foi a melhor solução, sem sustos, sem quedas e receio algum. Os movimentos da 'pequena' (é, é uma menina! Quem apostou no 'mundo cor de rosa' saiu ganhando.) começaram a ser percebidos logo após a descoberta do sexo e são sempre delicados e cheios de amor. Digo sempre que é o carinho mais gostoso do mundo que a filhota faz na mamãezinha dela!..


A barriga dá um pulo a partir do quarto mês e as roupas, em pouco tempo, já não cabem mais. É a certeza de que algumas roupas de grávida serão necessárias. Comprar com moderação é o ponto chave da economia. Também é importante observar ao escolher os modelitos, aqueles que ainda poderão ser úteis após o período gestacional.

Aliás, sobre as compras, uma dica importante para as mamães de primeira viagem, como eu, é preparar com a ajuda de uma pessoa próxima (a titia Gil foi minha auxiliadora!..) uma lista do enxoval, incluindo não só as  roupas, mas, também medicamentos, móveis e objetos de decoração. A internet pode dá uma forcinha as mais inexperientes, existem vários sites com informações interessantes sobre o assunto!

Pesquisar em lojas, comparar preços, namorar peças é uma bom demais! No entanto, não esqueça de ficar de olho no período de entrega, principalmente dos móveis, informe-se dos prazos de entrega para adequá-los ao momento de encomendar. Lojas e marceneiros podem demorar na entrega. Evite estresse no final da gestação. É bom estar com tudo pronto no início do oitavo mês.

Os presentes para o bebê começam a aparecer de todos os lados e é uma delícia recebê-los e imaginar o mundinho do novo ser se formando aos nossos olhos e daqueles que acompanham a felicidade existente!

E, por falar em presentes, para as que gostam, o chá de bebê ou de fraldas pode ser organizado nesta época, entre o quarto e o sexto mês! A participação dos pais em um curso para gestantes também é interessante neste período! Geralmente os obstetras podem indicar os melhores, eles têm acesso a informações a este respeito.

Claro que não podemos deixar de falar de alguns imprevistos que podem ocorrer no segundo trimestre gestacional! Entre eles, os problemas dentários. Escovar a dentição após as refeições e lanches é fundamental, também é importante consultar o dentista para prevenir as cáries e checar a gengiva que, geralmente, fica mais sensível na gravidez. 

Na maioria das grávidas, o intestino fica preso a partir do terceiro mês, embora algumas gestantes tenham diarreia e flatulência aumentada. Se os sintomas forem moderados, tenta-se contorná-los com a escolha da alimentação adequada. Se forem exagerados, é preciso medicar.

O descolamento da placenta e a placenta prévia são complicações do segundo trimestre, mas que podem ocorrer desde o começo da gravidez. Nesses casos, a mulher apresenta sangramentos periódicos que podem estar associados à posição do corpo e ao esforço que faz.

Felizmente, hoje é possível fazer o diagnóstico correto dessas patologias por meio da ultrassonografia, um exame não invasivo, coisa que não ocorria no passado. A visualização direta do feto e de seus anexos permite também optar pela conduta terapêutica mais adequada.

Cuidar da alimentação ingerindo muito alimento natural é algo que deve ocorrer durante toda a gestação e não só no primeiro trimestre! Beber muito líquido, água de coco, sucos de frutas e  de vegetais e, principalmente água, são dicas que servem para todos os períodos da gestação e não devem ser colocados de lado. A saúde da mamãe e do bebê agradecem!

Até o próximo trimestre! O último, cheio de ansiedade e espera pela cria que estará à porta!!!


domingo, 17 de março de 2013

|Bastidores da notícia| As crianças e os objetos pequenos, o perigo por trás da inocência


Trabalhar em um hospital nos leva a refletir constantemente na vida, seu valor e a sua fragilidade. Uma rotina  entre o se solidarizar com a dor alheia e o refletir sobre sua própria vida e seus valores. Gosto do tema saúde! Escrever sobre cuidados e prevenção de doenças, atividades físicas e alimentação é algo que amo e que, pelo qual, sinto-me útil à sociedade. Através da escrita posso aclarar temas mais complexos e evidenciar pontos únicos e outros constantemente debatidos. Nem todos tem a oportunidade de sentar-se com especialistas da área da saúde... sinto-me lisonjeada por ser uma jornalista dentro de um hospital de emergência estadual.

O tema que escolhi para a sessão 'Bastidores da Notícia' de hoje foi uma série de minipalestras que a equipe de enfermagem da unidade hospitalar ministrou para os pais e acompanhantes da área de pediatria sobre engasgos e sufocamento. Quando a pauta é relacionada a crianças naturalmente sinto-me tocada, imagine estando grávida de seis meses e poder acompanhar in loco bebês em situações críticas, com problemas neurológicos, praticamente sem vida devido a falhas de atenção por parte daqueles que seus pais, gentilmente, escolheram para cuidar dos pequenos ou mesmo devido a curiosidade nata dos infantes e uma irrisória distração de seus pais. 

A imagem de uma fisioterapeuta exercitando uma bebê de apenas um aninho, com problemas neurológicos graves devido a ingestão de um brinquedo na creche onde seus pais a deixavam, não sai de minha mente. Tão indefesa! Provavelmente sua vida nunca será a mesma... e, ela mal tinha começado a viver! De quem foi a falha? Para muitos dos pais que convivem com a menor na enfermaria do hospital, uma criança tão pequena jamais deveria ser entregue a desconhecidos. Não sei... não conheço a realidade da família e não tive a oportunidade de conversar com os parentes, enquanto estive por lá, a criança estava sozinha... e que dor senti... que dó de tamanha solidão para um ser tão pequenino!..

Outro menino, um pouco maior, de dois anos, engoliu um brinco. Só através de uma cirurgia foi possível a retirada do objeto, que ficou alojado, preso no seu organismo... de outra forma ele não sairia. A mãe não sabe como o fato aconteceu! Só percebeu que o bebê foi parando de respirar...

Essas e outras histórias são vivenciadas diariamente por pais e familiares. Nem todas tem um final feliz como a registrada na matéria, do pequeno Kaik, que, por seu pai trabalhar no Corpo de Bombeiros e conhecer as técnicas de ressuscitamento, engasgos e sufocamento, aplicou a manobra de Heimlich e o salvou de uma 'chuchinha' de cabelo que quase lhe tirou a vida.

A técnica consiste em tentar tirar a obstrução da garganta ou traqueia utilizando a força do ar que fica preso nos pulmões, em regra o objetivo é induzir a criança a uma tosse artificial que seja capaz de expelir o objeto que está bloqueando a respiração da vítima.


Nos bebês deve-se deitar a criança no braço esquerdo do adulto com a cabeça para baixo, sempre com a boca aberta, e aplicar cinco tapinhas,   com a mão em forma de concha (de preferência), nas costas do bebê, em seguida, virá-lo e pressionar três vezes a região entre os mamilos.

A manobra funciona um pouco diferente em crianças maiores e adultos. Neste caso, a pessoa que for aplicar a técnica deve posicionar-se atrás da vítima, abraçando-a, o punho esquerdo deve ser fechado e colocado com o polegar estendido entre o umbigo e o osso externo, com a outra mão, deve-se segurar o punho e puxar ambas as mãos, com um rápido empurrão para cima e para dentro a partir dos cotovelos.

É essencial repetir a manobra de cinco a oito vezes. Não esquecer que cada empurrão deve ser vigoroso o suficiente para deslocar o bloqueio. Um procedimento tão simples que faz parte das técnicas de primeiros socorros e é capaz de evitar sequelas dos sufocamento e engasgos, principalmente em crianças e recém nascidos, como uma parada cardíaca ou o comprometimento neurológico, devido à ausência de oxigênio.

Os pais devem estar cientes destas orientações, assim como creches e escolas deveriam estar a par dos primeiros socorros para casos como estes. Vidas podem ser salvas e sofrimentos evitados! Lógico que é indispensável que itens pequenos fiquem distantes dos pequenos. Moedas, brinquedos, botões, jóias, entre outros devem ser bem guardados e afastados da molecada. No entanto, em casos extremos o fato pode ocorrer e aplicar a técnica específica, ligar para o corpo de bombeiros em caso de dúvidas e correr para o hospital mais próximo são orientações que devem ser seguidas para que nossas crianças brinquem de forma saudável e suas peraltices sejam nossa maior alegria!


A notícia completa pode ser lida no portal Saúde:

segunda-feira, 4 de março de 2013

Violência no futebol, um mal em contraste à beleza do esporte

Recentemente, em um jogo do Corinthians na Copa Libertadores, o jovem boliviano Kevin Estrada, de apenas 14 anos, faleceu atingido por um sinalizador lançado da torcida do clube durante partida contra o San José. O que nos remete a um problema velho no esporte, a violência no futebol.

No Brasil, a violência bateu o recorde em 2012. Foram 17 mortes comprovadamente relacionadas a confrontos entre torcidas ou de torcedores com a polícia e cinco inquéritos ainda não concluídos que podem fazer esse número subir para 22. Os dados são fruto de um estudo realizado pelo sociólogo carioca Mauricio Murad, nos primeiros nove meses do ano.

Murad é doutor em ciência do desporto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ ) e há duas décadas dedica-se ao estudo da violência no esporte. O balanço está publicado no livro “Para entender a violência no futebol”, lançado pela editora Benvirá.

Segundo pesquisa do diário Lance!, a violência no futebol, especialmente entre torcidas organizadas, já causou mais de 150 mortes no Brasil desde 1988. O levantamento, segundo a publicação, é baseado em uma compilação de dados de jornais de todo o país. São Paulo é o estado mais afetado, com 32 mortes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 19 óbitos registrados. Mas, porque a violência ainda é tão forte nos estádios brasileiros e em alguns estrangeiros?

Talvez porque o poder público e as instituições não reagem. A incompetência dos que promovem os jogos é absurda. Em um jogo onde não havia desordem, como este do corinthians, só resta a imprudência como fator do desastre. Como é possível um item proibido entrar nos estádios? Fogos de artifício já foram usados como armas e eis a licença para esquecer que o homicídio foi causado também pelo organizador. Minhas desculpas aos que não concordam, mas torcedores uniformizados juntos aos desorganizadores do espetáculo construíram o 'boom' responsável pela morte do menino de 14 anos.

O episódio desta morte, lamentavelmente, caminha para ser apenas mais um nas tantas estatísticas da escalada da violência em nossa sociedade, o que é sabido, não é privilégio apenas da realidade brasileira ou da subdesenvolvida America Latina.

Se queremos tirar alguma lição desta tragédia, ainda mais com a proximidade da Copa do Mundo, a questão esportiva, deve ser colocada em segundo plano. Medidas, como as sugeridas por Murad, deveriam ser estudadas e implantadas para a resolução do problema no país, dentre as quais a instalação de câmeras de segurança, a tecnologia de reconhecimento dos envolvidos e a punição adequada.

A criação de um plano de combate à violência no esporte com articulação nacional entre várias instituições públicas, como Ministério do Esporte e da Justiça, os Tribunais de Justiça, o Ministério Público e as polícias Civil e Militar é fundamental. De acordo com Murad, a atuação do plano,  basearia-se em três pilares, repressão, prevenção e reeducação a exemplo de modelos de sucesso aplicados em países como a Inglaterra, a Itália e a Argentina, onde o problema da violência nos estádios também era grande.

Na Inglaterra, por exemplo, os hooligans, como são conhecidos no país os torcedores de futebol desordeiros, chegaram a deixar 96 mortos em um episódio que ficou conhecido como Desastre de Hillsborough. Está na hora do Brasil acordar para as estatísticas assustadoras que já habitam no país há alguns anos e fazer bonito não só no gramado, mas além dele.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

|'Diário' de uma gestante| Primeiro trimestre, momento ideal para garantir uma gestação saudável e tranquila



Aqui estou eu! Grávida de primeira viagem já entrando no 2º trimestre da gestação, prontinha para contar tudo do 1º trimestre! Vamos lá?

No início da gravidez, a ansiedade é um dos principais sentimentos vivenciados, perguntas como o que comer para garantir os nutrientes para o bebê ou que medicamento tomar quando sentir dor de cabeça, de barriga, etc, são uma constante. E, sem falar que, cada coisinha, por menor que seja, é motivo para um alerta e tanto!..

O desejo imensurável de ver a barriga despontando é causa das idas e vindas constantes ao espelho (como eu vivia em frente ao meu!..). E os hormônios? Nossa, um turbilhão só... passamos da euforia para o choro em questão de segundos... basta um comercial de TV que traga emoção ou a vontade contida de receber um carinho do marido e ele sequer perceber e pronto, lá vem lágrimas!.. Uma verdadeira revolução!

Bem, posso dizer que pertenço aos 20, 30% de grávidas que não sentiram os famigerados enjoos matinais com vômitos e mal estares terríveis. Claro, nem sempre me senti bem! Uma moleza de vez em quando, um abuso de algumas comidas, principalmente as feitas por mim, e, relativamente, poucos mal estares. Nada de tão grave!

É sabido que, apesar de a barriguinha ainda não dá sinais, os primeiros três meses são os mais críticos para a formação do bebê. A produção de alguns hormônios cai, outros, específicos da gestação, passam a ser fabricados (motivo de tamanha revolução nas emoções!..), a placenta começa a se formar e, rapidamente, o bebê desenvolve os principais órgãos. Até o final dos três primeiros meses, ele já vai estar até fazendo biquinho e mexendo pés e mãos. Tudo acontece num piscar de olhos. E é preciso estar atenta, pois essa também é a fase mais crítica para abortos e malformações decorrentes de doenças e deficiências nutricionais maternas.

É importante estar sempre de olho nos exames que deve-se fazer, entrar numa dieta adequada e adotar hábitos mais saudáveis. Afinal, esta é a hora ideal para garantir um final feliz para a gravidez. A suplementação com ácido fólico, por exemplo, é um cuidado que, quanto antes for iniciado, melhor. A carência desse nutriente está diretamente relacionada à maior incidência de problemas neurológicos graves, como a ocorrência de defeitos no fechamento do tubo neural do bebê (DFTNs), que pode resultar em anencefalia. O primeiro trimestre é a base do bom desenvolvimento fetal. Nesse momento, muitos problemas que resultariam em abortos e malformações podem ser corrigidos.

As mulheres com distúrbios que alterem a circulação ou sejam de fundo auto-imune, diabéticas, hipertensas, portadoras de problemas de tireóide ou de hipófise exigem cuidados redobrados ao longo de toda a gravidez, mas, no primeiro trimestre, eles são ainda mais indispensáveis. Essas disfunções comprometem a liberação de hormônios essenciais para o bom crescimento das células, prejudicando o desenvolvimento do bebê. Outra complicação especialmente grave no primeiro trimestre são doenças como toxoplasmose, rubéola e citomegalovirose, que também prejudicam a formação da placenta e do bebê. 

Dois exames são superimportantes para as mulheres que estejam em um desses grupos de risco ou tenham mais de 35 anos: o ultra-som morfológico e a translucência nucal. O primeiro permite detectar qualquer alteração estrutural do feto, como ausência de órgãos e membros, enquanto a translucência pode identificar com pequena margem de erro problemas genéticos, como a síndrome de Down. Alterações no tamanho da nuca do bebê e ausência ou diminuição do osso nasal no feto são sinais de alerta importantes. Mas precisam ser identificados na hora certa. Por isso, o primeiro trimestre da gestação é um período precioso para garantir as melhores condições de desenvolvimento para o bebê.

Entre os cuidados indispensáveis pode-se citar o uso restrito de remédios recomendados pelo obstetra. A eliminação ou diminuição significativa do consumo de cafeína, presente no café, chá preto, refrigerantes à base de cola e chocolates. E a diminuição do ritmo das atividades físicas de alto impacto. Prevenir-se contra a toxoplasmose também é importante. Nada de carnes cruas ou malpassadas e frutas e verduras sempre muito bem lavadas.

Por fim, as carências nutricionais da mãe podem comprometer o desenvolvimento do bebê e a saúde dela também. Nestes meses é essencial ficar de olho no que ingerimos. Eu, particularmente, recebi dicas muito úteis de alimentos que não podem faltar como os que possuem o ácido fólico, por exemplo, o espinafre, feijão-branco, brócolis, laranja, repolho branco, fígado bovino, abacate, grão-de-bico, lentilha, escarola, pão de centeio, entre outros.

As vitaminas do complexo B, também encontradas no fígado e carne bovina, peixe, ovos, leite e cereais integrais, previnem contra as náuseas e enjoos comuns no primeiro trimestre de gravidez, e contra a depressão, importantíssimas para a gestante. O cálcio, regula os hormônios do bebê e garante a boa formação óssea. É chave para a composição do sangue. Sua carência leva à anemia e predispõe à geração de bebês de baixo peso e à ocorrência de hemorragias e infecções no parto. Pode ser encontrado nas carnes e grãos em geral, também nos vegetais verde-escuros. 

O ferro e o zinco, garantem o crescimento normal do feto e são importantes na formação das células. No primeiro trimestre de gestação previnem o cretinismo, que causa retardo mental no bebê. Mas deve ser consumido com moderação. Principalmente encontrado no fígado, carnes e leite. O uso do iodo deve ser moderado, porque o excesso agrava inchaços e faz subir a pressão arterial. E as fibras, ativam o funcionamento intestinal da mãe, que estará prejudicado por causa dos hormônios da gravidez. Presente nas verduras, legumes, frutas e cereais integrais, como aveia, trigo, milho e arroz.

E é isto! Agora aguardem as novidades do 2º trimestre, que começa com o retorno das atividades físicas e com uma energia que dá gosto de ver! Também, o início dos primeiros movimentos do bebê dentro da barriga e a descoberta do sexo, ô emoção! E aí, afinal é um meninão ou uma bela dama! Façam suas apostas!!!

Termino com algo que li hoje na Bíblia. A procriação não é algo a ser feito para agradar a Deus, mas algo que Deus permite fazermos com Ele. Todos os bebês são criados por Ele com um propósito singular (Salmo 139: 13-16). Ao participarmos da atividade criadora suprema, temos a promessa de Deus de que os filhos são uma dádiva gratificante de suas mãos (Salmos 127: 3-5).

Até o próximo post!