quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

|'Diário' de uma gestante| Primeiro trimestre, momento ideal para garantir uma gestação saudável e tranquila



Aqui estou eu! Grávida de primeira viagem já entrando no 2º trimestre da gestação, prontinha para contar tudo do 1º trimestre! Vamos lá?

No início da gravidez, a ansiedade é um dos principais sentimentos vivenciados, perguntas como o que comer para garantir os nutrientes para o bebê ou que medicamento tomar quando sentir dor de cabeça, de barriga, etc, são uma constante. E, sem falar que, cada coisinha, por menor que seja, é motivo para um alerta e tanto!..

O desejo imensurável de ver a barriga despontando é causa das idas e vindas constantes ao espelho (como eu vivia em frente ao meu!..). E os hormônios? Nossa, um turbilhão só... passamos da euforia para o choro em questão de segundos... basta um comercial de TV que traga emoção ou a vontade contida de receber um carinho do marido e ele sequer perceber e pronto, lá vem lágrimas!.. Uma verdadeira revolução!

Bem, posso dizer que pertenço aos 20, 30% de grávidas que não sentiram os famigerados enjoos matinais com vômitos e mal estares terríveis. Claro, nem sempre me senti bem! Uma moleza de vez em quando, um abuso de algumas comidas, principalmente as feitas por mim, e, relativamente, poucos mal estares. Nada de tão grave!

É sabido que, apesar de a barriguinha ainda não dá sinais, os primeiros três meses são os mais críticos para a formação do bebê. A produção de alguns hormônios cai, outros, específicos da gestação, passam a ser fabricados (motivo de tamanha revolução nas emoções!..), a placenta começa a se formar e, rapidamente, o bebê desenvolve os principais órgãos. Até o final dos três primeiros meses, ele já vai estar até fazendo biquinho e mexendo pés e mãos. Tudo acontece num piscar de olhos. E é preciso estar atenta, pois essa também é a fase mais crítica para abortos e malformações decorrentes de doenças e deficiências nutricionais maternas.

É importante estar sempre de olho nos exames que deve-se fazer, entrar numa dieta adequada e adotar hábitos mais saudáveis. Afinal, esta é a hora ideal para garantir um final feliz para a gravidez. A suplementação com ácido fólico, por exemplo, é um cuidado que, quanto antes for iniciado, melhor. A carência desse nutriente está diretamente relacionada à maior incidência de problemas neurológicos graves, como a ocorrência de defeitos no fechamento do tubo neural do bebê (DFTNs), que pode resultar em anencefalia. O primeiro trimestre é a base do bom desenvolvimento fetal. Nesse momento, muitos problemas que resultariam em abortos e malformações podem ser corrigidos.

As mulheres com distúrbios que alterem a circulação ou sejam de fundo auto-imune, diabéticas, hipertensas, portadoras de problemas de tireóide ou de hipófise exigem cuidados redobrados ao longo de toda a gravidez, mas, no primeiro trimestre, eles são ainda mais indispensáveis. Essas disfunções comprometem a liberação de hormônios essenciais para o bom crescimento das células, prejudicando o desenvolvimento do bebê. Outra complicação especialmente grave no primeiro trimestre são doenças como toxoplasmose, rubéola e citomegalovirose, que também prejudicam a formação da placenta e do bebê. 

Dois exames são superimportantes para as mulheres que estejam em um desses grupos de risco ou tenham mais de 35 anos: o ultra-som morfológico e a translucência nucal. O primeiro permite detectar qualquer alteração estrutural do feto, como ausência de órgãos e membros, enquanto a translucência pode identificar com pequena margem de erro problemas genéticos, como a síndrome de Down. Alterações no tamanho da nuca do bebê e ausência ou diminuição do osso nasal no feto são sinais de alerta importantes. Mas precisam ser identificados na hora certa. Por isso, o primeiro trimestre da gestação é um período precioso para garantir as melhores condições de desenvolvimento para o bebê.

Entre os cuidados indispensáveis pode-se citar o uso restrito de remédios recomendados pelo obstetra. A eliminação ou diminuição significativa do consumo de cafeína, presente no café, chá preto, refrigerantes à base de cola e chocolates. E a diminuição do ritmo das atividades físicas de alto impacto. Prevenir-se contra a toxoplasmose também é importante. Nada de carnes cruas ou malpassadas e frutas e verduras sempre muito bem lavadas.

Por fim, as carências nutricionais da mãe podem comprometer o desenvolvimento do bebê e a saúde dela também. Nestes meses é essencial ficar de olho no que ingerimos. Eu, particularmente, recebi dicas muito úteis de alimentos que não podem faltar como os que possuem o ácido fólico, por exemplo, o espinafre, feijão-branco, brócolis, laranja, repolho branco, fígado bovino, abacate, grão-de-bico, lentilha, escarola, pão de centeio, entre outros.

As vitaminas do complexo B, também encontradas no fígado e carne bovina, peixe, ovos, leite e cereais integrais, previnem contra as náuseas e enjoos comuns no primeiro trimestre de gravidez, e contra a depressão, importantíssimas para a gestante. O cálcio, regula os hormônios do bebê e garante a boa formação óssea. É chave para a composição do sangue. Sua carência leva à anemia e predispõe à geração de bebês de baixo peso e à ocorrência de hemorragias e infecções no parto. Pode ser encontrado nas carnes e grãos em geral, também nos vegetais verde-escuros. 

O ferro e o zinco, garantem o crescimento normal do feto e são importantes na formação das células. No primeiro trimestre de gestação previnem o cretinismo, que causa retardo mental no bebê. Mas deve ser consumido com moderação. Principalmente encontrado no fígado, carnes e leite. O uso do iodo deve ser moderado, porque o excesso agrava inchaços e faz subir a pressão arterial. E as fibras, ativam o funcionamento intestinal da mãe, que estará prejudicado por causa dos hormônios da gravidez. Presente nas verduras, legumes, frutas e cereais integrais, como aveia, trigo, milho e arroz.

E é isto! Agora aguardem as novidades do 2º trimestre, que começa com o retorno das atividades físicas e com uma energia que dá gosto de ver! Também, o início dos primeiros movimentos do bebê dentro da barriga e a descoberta do sexo, ô emoção! E aí, afinal é um meninão ou uma bela dama! Façam suas apostas!!!

Termino com algo que li hoje na Bíblia. A procriação não é algo a ser feito para agradar a Deus, mas algo que Deus permite fazermos com Ele. Todos os bebês são criados por Ele com um propósito singular (Salmo 139: 13-16). Ao participarmos da atividade criadora suprema, temos a promessa de Deus de que os filhos são uma dádiva gratificante de suas mãos (Salmos 127: 3-5).

Até o próximo post!