7h00 - Decido ir trabalhar, mas, com algumas cautelas! Uma das tarefas da manhã seria assessorar a diretora do hospital em uma entrevista numa emissora de tv local. Uma amiga fez a assessoria... Passo a manhã escutando os colegas dizerem que sairia da labuta direto para a maternidade. Não aconteceu!
14h00 - Em casa, ainda meio indisposta, deito e descanso a tarde inteira. A noite já me sinto bem! No dia seguinte teria uma consulta com o obstetra e tiraria qualquer preocupação da cabeça!..
Terça-feira, 28 de maio, 12h30, marido passa no hospital para levar-me até a consulta com o dr. Antonio Sérgio de Lima, o 'dr. Maravilha', obstetra excelente que nos acompanhou durante toda a gestação após uma avaliação criteriosa feita antes da gravidez. Procurava um médico que incentivasse o parto normal, realizado sem intervenção cirúrgica e o mais natural possível.
Neste dia, acordei bem, sem cólicas e diarréia; também não sentia indisposição alguma! No trabalho, o dia foi de despedidas. A partir de então só voltaria ao hospital após a licença maternidade...
A consulta transcorre da melhor forma possível, 'dr. Maravilha' explica todos os passos do parto normal e orienta sobre o momento ideal para ir até a maternidade! Segundo ele, ainda teríamos pelo menos uma consulta antes da vinda da princesa. Fico despreocupada! Até demais...
Neste dia, acordei bem, sem cólicas e diarréia; também não sentia indisposição alguma! No trabalho, o dia foi de despedidas. A partir de então só voltaria ao hospital após a licença maternidade...
A consulta transcorre da melhor forma possível, 'dr. Maravilha' explica todos os passos do parto normal e orienta sobre o momento ideal para ir até a maternidade! Segundo ele, ainda teríamos pelo menos uma consulta antes da vinda da princesa. Fico despreocupada! Até demais...
Quarta-feira, 29 de maio, 8h, acordo decidida a fazer uma arrumação no apartamento. Claro que não seria uma faxina, óbvio! Até porque sabia bem os limites de uma grávida. Mas, precisava preparar o 'doce lar' para a chegada da filhota e visitas que viriam em decorrencia disto. Arrumar as coisinhas dela era essencial para mim visto que, o trabalho, a correria e os horários meus e do marido tinham atrasado os preparativos. Agora, com mais tempo, queria finalizar tudo! No íntimo sentia que devia apressar mesmo porque o parto estava a se aproximar... mas jamais imaginei que o momento tão esperado durante a gestação estava bem diante de mim!
15h. Interrompo os afazeres dométicos para ir a uma consulta com a nutricionista, a última antes da chegada de Sophia! Tudo transcorre da melhor forma possível, a ida dirigindo até o consultório, a espera, a consulta, as últimas orientações e a despedida. Durante a gestação sempre fui muito bem orientada com respeito a alimentação. Além de irmã nutricionista, decidi seguir um cardápio pré estabelecido. A escolha por Karine Lima se deu através do plano de saúde mesmo, mas foi programada por Deus, muito antes de por mim! Ela, sempre solícita, tinha uma bebê de seis meses que tinha nascido através das mãos do dr. Antonio Sérgio. Além de me falar maravilhas a respeito do meu obstetra, orientava-me de forma clara e muito humana.
18h. No caminho para casa, trânsito a pino, sinto uma vontade tremenda de urinar. Consigo controlar até o estacionamento do condomínio, mas, ao sair do carro a urina escorre deliberadamente pelas minhas pernas. Sempre escutei falar que gestantes, geralmente, 'fazem xixi nas calças', mas, nunca tinha ocorrido comigo, até então! Penso: "Pelo menos não tenho público algum por aqui...". Ao entrar no apartamento, corro, com roupa e tudo, direto para o chuveiro. Noto que a urina não está amarelada e sim avermelhada... pequenas gotas de sangue descem pelas minhas pernas. Também percebo um líquido mais viscoso, seria o tampão mucoso?! Decido que, após o banho, ficaria deitada à espera do marido que retornava do trabalho. Até porque percebi que o líquído avermelhado continuava descendo quando estava em pé.
20h00. Após conversa com marido e análise dos sintomas de início de parto citados pelo médico em consulta, levanto da cama e retorno a arrumação que não tinha finalizado antes de ir à consulta. Eu não sentia cólicas e o líquido havia cessado. Estávamos há 15 dias da data prevista para o parto, e, apesar do esposo sentir e até pedir para a pequena vir logo, eu imaginava, sinceramente, que ainda teríamos alguns dias... poucos... mas alguns!
20h30. Inicia uma pequena cólica. Depois outra... outra... e, mais outra.
22h. As cólicas não cessam, muito pelo contrário, intensificam-se. Percebo que algo começa a acontecer no meu corpo... entro em contato com o dr. Antonio que me indica repouso e buscopan. Tomo e vou para a cama. Procuro ler, tentar me distrair. Durante a gestação, em momentos raros, senti uma certa indiposição, com pequenas cólicas que, após um bom repouso e a ingestão da medicação, o organismo retornava a normalidade. Uma parte de mim acredita que estaria acontecendo a mesma coisa, a outra me alerta a ficar atenta, o trabalho de parto pode estar a se iniciar!.. Ou já ter iniciado!!
22h30. A intensidade das dores aumentam e percebo que começam a ficar compassadas. Marido marca a duração: 45 segundos, às vezes 50, de contração de 7 em 7 minutos. Começo a me dar conta que Sophia está nascendo! Dr. Antonio Sérgio nos orientou, na última consulta, a procurá-lo quando a contração tivesse duração de 30 segundos a cada 5 minutos.
23h30. Começo a sentir necessidade de ir ao banheiro todo o tempo. A dor está bem mais forte e o intervalo que tenho entre uma e outra contração parece não existir porque meu corpo não consegue o restabelecimento completo, mal consigo falar!
00h. Surge uma vontade incontrolável de fazer força... percebo mais sangue saindo na urina... agora 'vivo'! Minha filha vai nascer, agora é fato! Preciso ir logo a um hospital!!!! - A sensação era que se demorasse ela nasceria ali, no banheiro do nosso apartamento -.
00h30. Saímos de casa rumo ao hospital. No mesmo instante, nosso obstetra, já avisado do fato, também sai de um plantão em outro hospital para nos atender! Por um momento tive receio de não conseguir chegar a maternidade, a sensação era de que a cabeça do bebê estava bem próxima da saída do meu corpo...
00h45. Chego ao hospital. Marido me leva de CADEIRA DE RODAS até a emergência, mal consigo andar. Assim que dr. Antonio chega pede-me para ir com ele CAMINHANDO até um consultório, digo que não consigo. Ele afirma: 'Claro que consegue!'. Vou. No consultório, dr. Maravilha constata que a bolsa já havia estourado (o 'xixi' que não controlei ao chegar da consulta com a nutricionista...) e a filhota estava para nascer. Faltavam poucos minutos! Dr. Antonio, gentilmente, leva-me, CAMINHANDO, até a sala de parto e, em conjunto com a equipe me prepara para o parto!
1h15. Nasce Sophia, nossa linda menina! Um parto normal, rápido e praticamente sem dor... Digo isto porque imaginava que, após as contrações, sentiria algo terrível, insuportável. Tanto que, antes da gravidez não queria jamais ter meus filhos de forma natural. Preferia a cirurgia 'indolor' que vivenciar algo 'tão sofredor'. Foi engravidar e, imediatamente, pensar diferente. Os filhos nos transformam a partir da concepção!
Após o nascimento de Sophia, brinquei com a equipe e Ítalo, meu marido, dizendo que já me sentia preparada para o próximo filho e escutei da equipe hospitalar que eu era uma 'boa parideira'! O que sei é que ter minha filha nos braços, sentir sua mãozinha a tocar a minha, olhar seus olhinhos foi o momento mais incrível da minha vida! Claro, senti-me mãe desde o positivo do exame, mas, posso garantir que, aquele momento registrou o encontro de três pessoas unidas por um amor inigualável, único... um encontro que jamais sairá das nossas mentes... nem dos nossos corações!
Após o nascimento de Sophia, brinquei com a equipe e Ítalo, meu marido, dizendo que já me sentia preparada para o próximo filho e escutei da equipe hospitalar que eu era uma 'boa parideira'! O que sei é que ter minha filha nos braços, sentir sua mãozinha a tocar a minha, olhar seus olhinhos foi o momento mais incrível da minha vida! Claro, senti-me mãe desde o positivo do exame, mas, posso garantir que, aquele momento registrou o encontro de três pessoas unidas por um amor inigualável, único... um encontro que jamais sairá das nossas mentes... nem dos nossos corações!