quinta-feira, 11 de julho de 2013

|'Diário' de uma gestante| Terceiro trimestre, um misto de saudades e insegurança

Divulgação
Olá, pessoal! Eu tinha que escrever a última parte do 'Diário' de uma Gestante e finalizar os textos sobre a gravidez com o relato do parto. Pois bem, terminarei a sessão hoje, escrevendo um pouco sobre o terceiro trimestre e, no próximo post farei meu relado de parto o mais detalhado possível, visto que estou sendo muito cobrada para isto (risos).

Vamos iniciar? O terceiro trimestre gestacional geralmente é o mais cansativo devido ao tamanho da barriga. Paralelo a isto, é o que a mulher sente-se mais nostálgica. Afinal é a despedida da barriga, companheira de nove meses.

É nessa época que se acentua o chamado "andar de pato" da grávida, resultado da postura que precisa manter por causa do peso da barriga. Até hoje não sei se fiquei com ele! Ou os amigos acharam por bem não comentar nada comigo ou fui uma gestante diferenciada (risos).

O período ainda é bom para freqüentar os cursos de gestantes, onde, além de informações sobre os primeiros cuidados com o bebê, a mãe estreante poderá dividir com outras mulheres os seus medos e dúvidas em relação ao ritual que envolve o nascimento. Essa troca de "figurinhas" é uma boa maneira de lidar com a ansiedade e as angústias comuns do momento. Eu amei!!!

Para muitas gestantes, o terceiro trimestre de espera passa lento e as últimas semanas podem se arrastar por meses no calendário esgotado da grávida. O feto está pronto para nascer e as consultas tornam-se semanais. Nelas são realizados os últimos exames para verificar, por exemplo, a oxigenação do bebê, o grau de atividade uterina, a reação do bebê a contrações, se o coração está batendo dentro da normalidade para a fase, se há perda de líquido, sangramentos, falta de movimento do bebê, aumento de peso brusco, hipertensão, etc. E, sabendo que está tudo certo, a gestante se sente mais tranqüila e pronta para a hora do parto.


Algumas mulheres ficam receosas com a dor, se for normal, ou com a anestesia, se for cesária. Não vou negar que me preocupei com o tamanho e duração desta dor, cheguei até a conversar com a pequena para ser delicada e doce com a mamãezinha dela na hora H como o foi durante todo o parto. Não posso garantir que ela me ouviu, mas, meu parto foi rápido e a dor bem suportável.

Com respeito aos exercícios físicos, eles podem ser realizados até o final do período gestacional, contanto que a gestante seja acompanhada por um especialista. A mulher grávida deve diminuir a intensidade do trabalho físico, mas manter os exercícios para estimular a parte respiratória e circulatória, compensando a postura e aliviando os inchaços.

O bebê cresce e suga as reservas de cálcio e vitaminas da mãe. O ideal é que ela tenha um acompanhamento nutricional desde o início da gravidez para avaliar se está acima do peso, que só deve aumentar o necessário para saúde do bebê e dela, e ingerir vitaminas e proteínas nas doses certa.

Por fim, a maior expectativa é com relação ao parto. Mas, cá entre nós, ficar ansiosa é coisa de antigamente! Como dizem por aí, a gestante deve 'deixar rolar', principalmente se estiver esperando um parto normal e o mais natural possível. 'Curtir' cada segundo dos últimos dias barriguda! Uma mãe que foi bem atendida durante a gravidez vai para o parto otimista. Afinal, este é um momento de alegria infinda e o mais importante na vida de uma mulher! 

Bolsa Família, benefício para pobres ou garantia política em eleições?!



Não concordo com os programas assistencias dos recentes governantes. Recentemente, marido mostrou algo interessante que viu em uma rede social sobre o assunto, algo que concordo plenamente: o uso do bolsa família como voto de cabresto. É isto mesmo! Afinal, o voto de cabresto nada mais é que uma forma de controlar o resultado de uma eleição através do poder político, abuso de autoridade, compra de votos ou utilização da máquina pública. E é um mecanismo muito utilizado pelos governantes com os mais pobres, sendo uma característica do coronelismo.

Sinceramente, a corrente que diz que o sistema do coronelismo ainda rege muitos dos votos em nosso país tem total razão também para mim. Só que, atualmente, o "coronel" garante recursos para conseguir seus objetivos políticos não mais com violência e um destes recursos intitula-se programa social: eu te dou um trocado porque você é pobre ou"extremamente" pobre e merece ser  "incluído", ter a garantia de renda e acesso aos serviços públicos.

Claro, claro, os votos fantasmas, fraudes eleitorais e violência que caracterizam o "sistema" do coronelismo ainda existem, óbvio! Mas, a corrente das "bolsas", solidificou a hipocrisia e fez o povo que, agora não mais está "deitado em berço esplendido" (bendito aumento de passagem!), de otário, correndo atrás de uns trocados e acreditando que é um benefício e tanto de um governo humano e solidário com sua situação.

Acorda Brasil, também nisto! Esses programas assistenciais nada mais são que troca de favores, "eu te dou uma graninha e tu votas em mim quando eu precisar (afinal, o programa não pode acabar, não é?)", uma compra de votos com nome solidário: Bolsa família.


O programa do governo atende mais de 13 milhões de famílias em todo território nacional de acordo com o perfil e tipos de benefícios: o básico, o variável, o variável vinculado ao adolescente (BVJ), o variável gestante (BVG) e o variável nutriz (BVN) e o Benefício para Superação da Extrema Pobreza na Primeira Infância (BSP).

Os valores dos benefícios pagos pelo PBF variam de acordo com as características de cada família - considerando a renda mensal da família por pessoa, o número de crianças e adolescentes de até 17 anos, de gestantes, nutrizes e de componentes da família.

Li certa vez uma frase de Lao-Tsé, importante filósofo da China antiga, que jamais esqueci. Ela diz o seguinte "Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo toda a vida". Bolsa família, assim como as tão conhecidas "cotas" para entrada em faculdades e universidades, abre um leque de discussões. O que sei e posso afirmar por experiência própria é que qualquer um pode entrar numa boa faculdade com as mesmas possibilidades se dedicar-se para tanto.

Um bom emprego, um salário digno é possível para aqueles que se esforçam! Com dedicação e estudo sonhos, aparentemente, impossíveis tornam-se realizáveis. Ao governo cabe melhorar a educação, com escolas públicas capazes de formar bons cidadãos, a saúde, com profissionais qualificados e satisfeitos com seus salários e a segurança, tão ausente na sociedade atual.

Não basta dá o peixe... ensine a pescar! Nada vale para o futuro do país esses programas assistenciais medíocres; importa sim a saúde, educação e segurança da população. Isto sim, vale a pena!