sábado, 25 de setembro de 2010

Trabalhar doente... Por quê o sacrifício?



Tenho comparecido, durante toda a última semana, a assessoria com a cabeça a latejar, tossindo sem parar e ligeiramente febril. Cheguei até a ir trabalhar afônica. Sempre procurei ser responsável no meu ambiente profissional e quando penso nas mil e uma coisas pendentes, nos textos para produzir, arrasto-me para o banho, visto-me, tomo um comprimido e corro para o trabalho. Será que devia? ... Afinal trabalho em um hospital e sei os riscos de estar fisicamente fragilizada em tal ambiente!

Acabei de ler uma matéria bem interessante da BBC Brasil sobre o assunto... ! Um novo estudo realizado por cientistas do University College London (UCL), afirma que trabalhadores que não folgam quando doentes têm duas vezes mais chances de ter problemas cardíacos. Isso devido ao estresse causado ao profissional quando mais fragilizado. Até mesmo trabalhar gripado pode ser prejudicial, pense!

Amo o que faço! Mas, infelizmente meu corpo nem sempre acompanha a minha mente e precisa descansar um pouco. Sei que a minha atitude na última semana pode trazer consequências ruins à minha saúde no futuro... talvez serei forçada a faltar por um período ainda mais longo nos próximos dias, o que será uma pena!..

Então, está na hora de hibernar um pouco. Descansar! Cuidar da saúde, que é o nosso bem mais precioso! 

Fica o recado, adoeceu?! O melhor lugar para ficar, se não for caso que necessite de internação hospitalar, é em casa. Até a minha melhora!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Pacato interior?!



Sou literalmente uma 'menina' da cidade... gosto de encontrar por perto tudo que necessite! O último feriadão resolvi passar no sítio de meus pais, um interior de aproximadamente 160 km de distancia da capital. Já sou acostumada com a vidinha por lá, sempre tranquila, por isso fui abastecida com itens que sempre julguei indispensáveis: bons livros - desta vez levei somente uns seis -, filmes e jogos.

Como assessora de imprensa do único hospital que atende os 102 municípios do Estado, geralmente não tenho feriados e finais de semana tão tranquilos. Mas, nunca tive um feriado tão movimentado!

Comecei, logo de cara, fazendo uma matéria para ser colocada no site cedinho do dia seguinte. Meu celular não funciona direito por lá, o que prejudica, imensamente, meu trabalho pois atendo inúmeras ligações dos meios de comunicação! E aqui vai uma crítica a operadora 'oi' que sempre disponibiliza promoções a seus clientes mas, pouco tem investido na qualidade dos serviços oferecidos. Recebi todas as mensagens de texto dos que tentavam se comunicar comigo, mas poucos conseguiram uma ligação! Tudo bem, a matéria foi feita e divulgada como o planejado.

O mais interessante dos meus dias no interior do Estado não foi as peripécias para conseguir fazer um texto ou atender a imprensa através do celular. Foi, sim, comprovar que os políticos fazem uma campanha ferrenha nos interiores do nosso Estado. Nos sítios, casas é possível encontrar inúmeros adesivos e material de campanha. Pessoas humildes, muitas miseráveis, falam sobre política como conhecedores do assunto, débeis conhecedores. Defendem seus candidatos como defendem o direito à vida. Senti uma imensa pena deles - não sabem o que fazem -, e um nojo maior ainda pela forma de se fazer política no nosso Estado, no nosso país.


Campanhas políticas funcionando a todo vapor nos pacatos interiores ... por que será?

sábado, 4 de setembro de 2010

Apolíticos





Ano eleitoral. Falar sobre política é algo que raramente faço. Acredito que existam determinados assuntos que não devem ser discutidos - justamente pela variedade de opiniões divergentes. E, não vou em nenhum momento, durante este texto, comentar as indiscrepancias dos políticos da eleição deste ano. Quero sim apontar o quanto ficamos alheios a algo tão essencial para a sociedade e para nós individualmente, porque não devemos nos enganar ou continuar nos enganando ao pensar que os erros políticos não afetam a nossa vida, nosso emprego, nossa saúde, nossa educação. 

Falamos pouco, desligamos a tv ou rádio durante o horário político, algumas vezes vendemos nosso voto por um pouco de comida ou outros itens que julgamos mais importantes do que o democrático ato de eleger o nosso representante na democracia. Quando votamos, muita vezes votamos por votar, e inúmeras vezes anulamos nosso voto; afinal não tínhamos representantes dignos. 

O Brasil é um dos países pioneiros no que se refere à eleição eletrônica, isto é, ao uso de dispositivos que permitem uma totalização rápida, prática e, de acordo com as autoridades, mas contra a opinião de alguns estudiosos, segura. 

A oportunidade dada pela primeira vez a todos os aproximadamente 115 milhões de eleitores brasileiros de votar por meio da urna eletrônica, durante as eleições de 2002, tornou o país referência na automação da votação, estimulando congratulações e pedidos de auxílio por parte de outros países ou entidades internacionais, como EUA e Organizações das Nações Unidas. Com o advento das novas tecnologias de comunicação e informação, passou-se a postular o uso de métodos eleitorais mais avançados, práticos e que diminuíssem ao mínimo as chances de fraude. 

De modo simplificado, a urna eletrônica utilizada no Brasil não difere muito dos terminais particulares de computadores no seu funcionamento prático: um equipamento programado por técnicos e que, como qualquer outro microcomputador, pode estar sujeito a problemas comuns, desde mau funcionamento do software até danificação devido o pouco cuidado ao manusear. 

De acordo as autoridades eleitorais, o próximo passo envolvendo a questão do voto eletrônico no Brasil é permitir que todos os cidadãos com acesso à Internet, a partir de suas casas ou não, possam ser compelidos o mínimo possível a se deslocarem quando o assunto for este dever constitucional (relembrando que, no Brasil, o voto é compulsório), realizando o ato de escolha online, em terminais próprios ou espalhados por pontos estratégicos das cidades (neste último caso o deslocamento do eleitor acontece de qualquer maneira). 

Assim, a idéia defendida em alguns estudos é a de que, à vontade, a partir de casa, enquanto toma café ou lê a sucessão de jornais disponíveis nas redes telemáticas, cada cidadão poderá clicar na foto do candidato preferido ou preencher um formulário referente a um Projeto de Lei e decidir as melhores formas de se implantar os projetos políticos que considerar importante. Abre-se a possibilidade de cada cidadão votar eletronicamente que emendas à constituição devem ser aprovadas ou proposições efetivamente instituídas. De fato, dentro de pouco tempo, não haverá grandes estorvos técnicos sobre o assunto. 

Mas, o mais importante desse assunto não é a tecnologia que poderá ser adotada futuramente ou o quanto a urna eletrônica é confiável. O importante é acordarmos para algo que somos.. seres políticos! Já é mais do que a hora de defendermos nossos direitos, nosso país. Vote consciente, vote certo com certeza plena do que está fazendo, conheça seu canditado, estude-o! Não se engane! Não se venda!! Votar é um direito. Eleger cabe somente a nós. Boa eleição!