sábado, 4 de setembro de 2010

Apolíticos





Ano eleitoral. Falar sobre política é algo que raramente faço. Acredito que existam determinados assuntos que não devem ser discutidos - justamente pela variedade de opiniões divergentes. E, não vou em nenhum momento, durante este texto, comentar as indiscrepancias dos políticos da eleição deste ano. Quero sim apontar o quanto ficamos alheios a algo tão essencial para a sociedade e para nós individualmente, porque não devemos nos enganar ou continuar nos enganando ao pensar que os erros políticos não afetam a nossa vida, nosso emprego, nossa saúde, nossa educação. 

Falamos pouco, desligamos a tv ou rádio durante o horário político, algumas vezes vendemos nosso voto por um pouco de comida ou outros itens que julgamos mais importantes do que o democrático ato de eleger o nosso representante na democracia. Quando votamos, muita vezes votamos por votar, e inúmeras vezes anulamos nosso voto; afinal não tínhamos representantes dignos. 

O Brasil é um dos países pioneiros no que se refere à eleição eletrônica, isto é, ao uso de dispositivos que permitem uma totalização rápida, prática e, de acordo com as autoridades, mas contra a opinião de alguns estudiosos, segura. 

A oportunidade dada pela primeira vez a todos os aproximadamente 115 milhões de eleitores brasileiros de votar por meio da urna eletrônica, durante as eleições de 2002, tornou o país referência na automação da votação, estimulando congratulações e pedidos de auxílio por parte de outros países ou entidades internacionais, como EUA e Organizações das Nações Unidas. Com o advento das novas tecnologias de comunicação e informação, passou-se a postular o uso de métodos eleitorais mais avançados, práticos e que diminuíssem ao mínimo as chances de fraude. 

De modo simplificado, a urna eletrônica utilizada no Brasil não difere muito dos terminais particulares de computadores no seu funcionamento prático: um equipamento programado por técnicos e que, como qualquer outro microcomputador, pode estar sujeito a problemas comuns, desde mau funcionamento do software até danificação devido o pouco cuidado ao manusear. 

De acordo as autoridades eleitorais, o próximo passo envolvendo a questão do voto eletrônico no Brasil é permitir que todos os cidadãos com acesso à Internet, a partir de suas casas ou não, possam ser compelidos o mínimo possível a se deslocarem quando o assunto for este dever constitucional (relembrando que, no Brasil, o voto é compulsório), realizando o ato de escolha online, em terminais próprios ou espalhados por pontos estratégicos das cidades (neste último caso o deslocamento do eleitor acontece de qualquer maneira). 

Assim, a idéia defendida em alguns estudos é a de que, à vontade, a partir de casa, enquanto toma café ou lê a sucessão de jornais disponíveis nas redes telemáticas, cada cidadão poderá clicar na foto do candidato preferido ou preencher um formulário referente a um Projeto de Lei e decidir as melhores formas de se implantar os projetos políticos que considerar importante. Abre-se a possibilidade de cada cidadão votar eletronicamente que emendas à constituição devem ser aprovadas ou proposições efetivamente instituídas. De fato, dentro de pouco tempo, não haverá grandes estorvos técnicos sobre o assunto. 

Mas, o mais importante desse assunto não é a tecnologia que poderá ser adotada futuramente ou o quanto a urna eletrônica é confiável. O importante é acordarmos para algo que somos.. seres políticos! Já é mais do que a hora de defendermos nossos direitos, nosso país. Vote consciente, vote certo com certeza plena do que está fazendo, conheça seu canditado, estude-o! Não se engane! Não se venda!! Votar é um direito. Eleger cabe somente a nós. Boa eleição!