quinta-feira, 11 de julho de 2013

Bolsa Família, benefício para pobres ou garantia política em eleições?!



Não concordo com os programas assistencias dos recentes governantes. Recentemente, marido mostrou algo interessante que viu em uma rede social sobre o assunto, algo que concordo plenamente: o uso do bolsa família como voto de cabresto. É isto mesmo! Afinal, o voto de cabresto nada mais é que uma forma de controlar o resultado de uma eleição através do poder político, abuso de autoridade, compra de votos ou utilização da máquina pública. E é um mecanismo muito utilizado pelos governantes com os mais pobres, sendo uma característica do coronelismo.

Sinceramente, a corrente que diz que o sistema do coronelismo ainda rege muitos dos votos em nosso país tem total razão também para mim. Só que, atualmente, o "coronel" garante recursos para conseguir seus objetivos políticos não mais com violência e um destes recursos intitula-se programa social: eu te dou um trocado porque você é pobre ou"extremamente" pobre e merece ser  "incluído", ter a garantia de renda e acesso aos serviços públicos.

Claro, claro, os votos fantasmas, fraudes eleitorais e violência que caracterizam o "sistema" do coronelismo ainda existem, óbvio! Mas, a corrente das "bolsas", solidificou a hipocrisia e fez o povo que, agora não mais está "deitado em berço esplendido" (bendito aumento de passagem!), de otário, correndo atrás de uns trocados e acreditando que é um benefício e tanto de um governo humano e solidário com sua situação.

Acorda Brasil, também nisto! Esses programas assistenciais nada mais são que troca de favores, "eu te dou uma graninha e tu votas em mim quando eu precisar (afinal, o programa não pode acabar, não é?)", uma compra de votos com nome solidário: Bolsa família.


O programa do governo atende mais de 13 milhões de famílias em todo território nacional de acordo com o perfil e tipos de benefícios: o básico, o variável, o variável vinculado ao adolescente (BVJ), o variável gestante (BVG) e o variável nutriz (BVN) e o Benefício para Superação da Extrema Pobreza na Primeira Infância (BSP).

Os valores dos benefícios pagos pelo PBF variam de acordo com as características de cada família - considerando a renda mensal da família por pessoa, o número de crianças e adolescentes de até 17 anos, de gestantes, nutrizes e de componentes da família.

Li certa vez uma frase de Lao-Tsé, importante filósofo da China antiga, que jamais esqueci. Ela diz o seguinte "Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo toda a vida". Bolsa família, assim como as tão conhecidas "cotas" para entrada em faculdades e universidades, abre um leque de discussões. O que sei e posso afirmar por experiência própria é que qualquer um pode entrar numa boa faculdade com as mesmas possibilidades se dedicar-se para tanto.

Um bom emprego, um salário digno é possível para aqueles que se esforçam! Com dedicação e estudo sonhos, aparentemente, impossíveis tornam-se realizáveis. Ao governo cabe melhorar a educação, com escolas públicas capazes de formar bons cidadãos, a saúde, com profissionais qualificados e satisfeitos com seus salários e a segurança, tão ausente na sociedade atual.

Não basta dá o peixe... ensine a pescar! Nada vale para o futuro do país esses programas assistenciais medíocres; importa sim a saúde, educação e segurança da população. Isto sim, vale a pena!