![]() |
Não concordo com os programas assistencias dos recentes governantes. Recentemente, marido mostrou algo interessante que viu em uma rede social sobre o assunto, algo que concordo plenamente: o uso do bolsa família como voto de cabresto. É isto mesmo! Afinal, o voto de cabresto nada mais é que uma forma de controlar o resultado de uma eleição através do poder político, abuso de autoridade, compra de votos ou utilização da máquina pública. E é um mecanismo muito utilizado pelos governantes com os mais pobres, sendo uma característica do coronelismo.
Sinceramente, a corrente que diz que o sistema do coronelismo ainda rege muitos dos votos em nosso país tem total razão também para mim. Só que, atualmente, o "coronel" garante recursos para conseguir seus objetivos
políticos não mais com violência e um destes recursos intitula-se programa social: eu te dou um trocado porque você é pobre ou"extremamente" pobre e merece ser "incluído", ter a garantia de renda e acesso aos serviços públicos.
Claro, claro, os votos fantasmas,
fraudes eleitorais e violência que caracterizam o "sistema" do coronelismo ainda existem, óbvio! Mas, a corrente das "bolsas", solidificou a hipocrisia e fez o povo que, agora não mais está "deitado em berço esplendido" (bendito aumento de passagem!), de otário, correndo atrás de uns trocados e acreditando que é um benefício e tanto de um governo humano e solidário com sua situação.
Acorda Brasil, também nisto! Esses programas assistenciais nada mais são que troca de favores, "eu te dou uma graninha e tu votas em mim quando eu precisar (afinal, o programa não pode acabar, não é?)", uma compra de votos com nome solidário: Bolsa família.
![]() |
Os valores dos benefícios pagos pelo PBF variam de acordo com as características de cada família - considerando a renda mensal da família por pessoa, o número de crianças e adolescentes de até 17 anos, de gestantes, nutrizes e de componentes da família.
Li certa vez uma frase de Lao-Tsé, importante filósofo da China antiga, que jamais esqueci. Ela diz o seguinte "Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo toda a vida". Bolsa família, assim como as tão conhecidas "cotas" para entrada em faculdades e universidades, abre um leque de discussões. O que sei e posso afirmar por experiência própria é que qualquer um pode entrar numa boa faculdade com as mesmas possibilidades se dedicar-se para tanto.
Um bom emprego, um salário digno é possível para aqueles que se esforçam! Com dedicação e estudo sonhos, aparentemente, impossíveis tornam-se realizáveis. Ao governo cabe melhorar a educação, com escolas públicas capazes de formar bons cidadãos, a saúde, com profissionais qualificados e satisfeitos com seus salários e a segurança, tão ausente na sociedade atual.
Não basta dá o peixe... ensine a pescar! Nada vale para o futuro do país esses programas assistenciais medíocres; importa sim a saúde, educação e segurança da população. Isto sim, vale a pena!

